quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Memórias de Sete lagoas - Conceição Maria Venâncio Costa

HISTÓRICO   DE    SETE LAGOAS



Em 3 de abril de 1711, o paulista João Leite Ortiz obteve a *Sesmaria de Sete Lagoas . Depois surgiram novas sesmarias que foram transformadas em fazendas em curto espaço de tempo. Ortiz era um bandeirante que sai de Minas Gerais e dez anos após sua chegada reaparece a ocupação de ouro de Goiás, nos anos 1720. A população de Sete Lagoas liga-se à penetração dos bandeirantes pelo interior do país no final do sec. XVII.

            A chamada fazenda das Sete Lagoas, ficava localizada ao lado da matriz de Santo Antônio, onde funciona o Museu Histórico da cidade. Afirmação esta que ainda está sendo discutida, se a casa foi sede fundadora da fazenda. Os fazendeiros dos arredores fizeram surgir o povoado. A posição estratégica do arraial atraiu visitas e paradas de tropeiros, boiadeiros e carreteiros, na estrada a caminho da Bahia, pelo rio São Francisco, passando pelo distrito de Diamantina.

            “No dia 1º de Janeiro de 1768, foi instalada em Sete Lagoas uma “Casa da Contagem” ou “Casa dos Registros”, um departamento colonial (da coroa Portuguesa) para cobrança dos impostos dos produtos que entrassem pelo arraial, já que a estrada só podia ser usada legalmente após o registro, sendo possível o confisco (apreensão) das mercadorias. A fiscalização se dava para cobrir os extravios de ouro e gado da região. O Registro era protegido por um quartel, e no quartel de Sete Lagoas trabalhou o alferes Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes. durante 2 de maio de 1780 a 5 de maio de 1781. A confirmação fez-se  por um recibo passado por ele aqui, publicado no Anuário de  Minas Gerais.(1907)

·         Sesmaria: Terreno abandonado que era doado; antiga medida agrária.

O primeiro documento relativo a Sete Lagoas mostra que ela pertencia a Pitangui, antes d transferir-se para Santa Luzia. Em 12 de setembro de 1896 foram inauguradas a estação ferroviária e os trilhos em Sete Lagoas, da Estrada de Ferro Central do Brasil. A cidade muda seu eixo de crescimento, em oposição à Várzea, onde a cidade teve seu primeiro núcleo urbano. A Rua Antônio Olinto e São José foram às primeiras ruas da cidade. Nestas ruas concentravam-se o maior número de comércio, armazéns de secos e molhados e também produtos do meio rural.

Outro momento importante ocorreu com a II Guerra Mundial, que impulsionou a exploração das grandes jazidas de cristais, que são encontradas além do Brasil, só na Ucrânia.

Sete Lagoas não parou por aí. Os sonhados moradores foram tornando-se realidade e hoje, com  221.764 habitantes, vemos um progresso assustador. Em 1948 e 1958, chegaram à cidade as indústrias tradicionais: Cedro Cachoeira e Itambé. Em 1960 as primeiras Siderurgias. Em 2000 inaugura-se a fábrica de veículos, a IVECO e por fim, a AMBEV, fábrica de cerveja.

Do alto da Serra de Santa Helena já é possível conhecer um pouco das belezas que a cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais, reserva ao seu turista. Do local além da vista panorâmica das lagoas é possível conhecer a Igreja de Santa Helena, o Cruzeiro e ainda o Parque da Cascata. Como o nome já diz, sete são as principais lagoas desse município que se localiza na região Central, a apenas 70 km da capital. A principal delas fica bem ao centro e se chama Lagoa Paulino. Ali durante o dia, o comércio é ativo e o vento confraterniza com as palmeiras dando uma sensação agradável de frescor. Já à noite são os bares em sua orla que convidam os turistas a uma pousada.

Como referência o turista pode ter a Ilha do Milito, a Praça Wilson Tanure, os colégios Diocesano Dom Silvério e Artur Bernardes e ainda a Casa de Cultura. Há também a Lagoa de Boa Vista, um belo lugar para uma caminhada, lazer e descanso, já que o local conta com um Parque Náutico, um minizoológico e quiosques. A Lagoa Zé Felix tem um diferencial entre as outras, é totalmente cercada por propriedades particulares e clubes de lazer. Outros passeios ainda podem ser realizados nas lagoas Catarina, do Cercadinho, da Chácara e do Matadouro. Entre os demais atrativos de grande relevância em Sete Lagoas, estão o Museu Histórico Municipal e o Museu Ferroviário. Como atrativo natural a sugestão é conhecer a Gruta do Rei do Mato.

             O trabalho e o estudo desta história têm como objetivo  despertar  na população a preservação da memória e da história de uma cidade turística que é linda e muito boa de se viver.

                                       Parabéns Sete Lagoas.









Referências Bibliográficas:

Cartilha de Educação Patrimonial de Sete Lagoas – Conhecer para Preservar

Prefeitura Municipal de Sete Lagoas – Secretaria Municipal de Cultura Comunicação Social de Sete Lagoas

Departamento de História

Fonte: Site da Câmara Municipal de Sete Lagoas

Site: www.setelagoas.mg.gov.br/





Recordar é viver

Vendo as fotos de lugares importantes e histórias de Sete Lagoas, muitas recordações vieram à memória.

A estação ferroviária, me fez recordar os primeiros anos de casada.

Em 1967, me casei e fui morar em Araçaí e o único meio de transporte que a cidade oferecia era o trem da Central do Brasil.

A viagem era divertida por ser novidade para mim, mas as vezes, penosas devido ao horário, pois o trem só passava às 2 horas da manhã.

De muitos momentos alegres a estação foi palco.

É muito bom recordar, tirar de dentro de nós mesmos o que nos marcou.



Conceição Venâncio

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