quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Memórias de Sete Lagoas - Roxane

Fotos de Sete Lagoas Antiga


A exposição de Fotos de Sete Lagoas me trouxe muitas recordações, saudades e mesmo nostalgia.


Sei que o progresso é importante, mas tenho saudade da Sete Lagoas da minha infância, adolescência e começo de vida adulta, pois era uma cidade tranquila, de clima agradável, sem poluição e bela na sua simplicidade.

Podíamos brincar na rua, aquelas saudáveis brincadeiras de roda, de chicotinho queimado, estátua, amarelinha, bolinas de gude etc. Não havia supermercados, lojas mais sofisticadas, o que fazia com que de vez em quando, tivéssemos que ir à capital. Nós morávamos em uma casa na Rua Luiz Privat, hoje Governador Milton Campos, cujo quintal comunicava com os dos meus avós, que moravam na rua Lassance Cunha.

Era um quintal enorme, onde tinha a Fábrica de Manteiga “Ivone” que era de propriedade de meu avô. Era muito importante na época, pois ainda não existia nem mesmo a Coopersete, nem a Itambé. Então era lá que as pessoas iam comprar leite, manteiga e até creme de leite fresco e buscavam soro para tratar de porcos. O leite vinha das fazendas em lombo de burro – numa lata de um lado, outra lata do outro lado.
Vizinha da fábrica de manteiga, tinha a fábrica de doces do Sr. Monteiro. Cresci convivendo com meus avós e tios, pois tinha um portão no muro da nossa casa que comunicava com o quintal da casa deles. E que quintal! Grande e cheio de árvores frutíferas: mangas, goiabas, mamões, pêssegos, abacates, nêsperas pitangas, amoras, uvas, araçás, laranjas, figos, bananas, jabuticabas, cajus, jambos e até um canteiro de morangos. Havia também um jardim grande com muita variedade de flores e uma horta também grande. Aprendi muito com minha avó, cuidando das verduras.

A casa dos meus avós era linda! Tenho muito pesar por ela ter sido desmanchada.
Quando minha avó morreu (meu avô já tinha morrido), ela foi vendida para a Minascaixa, pois eram muitos herdeiros... Sem dúvida era uma casa que deveria ser preservada.
Outras boas lembranças: o Bar do Sr. Nóe, na rua Emílio Vasconcelos onde íamos tomar Mate Couro, que era novidade! E os sorvetes e picolés? Eram de-li-ci-o-sos!


Havia os cines Meridiano e Trianon onde, nos finais de semana, íamos às matinés ver Tarzan, Tom e Jerry, Peter Pan, Alice no País das Maravilhas, etc...

Tinha também o mercado que funcionava onde hoje é a Praça Rio Branco, depois foi para a rua Monsenhor Messias, só que totalmente descaracterizado - virou Feira do Paraguai. Mas antes, era lá que íamos comprar os produtos que vinham da roça: batata, madioca, inhame, verduras e frutas.
Tive um tio que era maquinista e muito extravagante. Uma vez trouxe para casa dos meus avós um filhote de onça pintada. Foi uma festa para as crianças e eu brinquei muito com a oncinha, que chamávamos de Ronron, por causa do som que ela fazia.

Meu pai era caminhoneiro - trazia pedras para serem transportadas pela Ferrovia, a Central do Brasil. Depois, quando vieram as cerâmicas, ele transportava telhas, manilhas e tijolos para Belo Horizonte e de lá trazia material para o comércio daqui: cimento, café, ferragens, etc...

Ainda não mencionei as belezas naturais de minha cidade: as lagoas e a Serra de Santa Helena. Morávamos perto da Lagoa Paulino e era lá que iamos mais. Como era linda a lagoa! Posso dizer. sem medo de errar, que era muito, muito mais bela! Tinha o cais que ficava em frente onde é o CAT. O jardim existente em frente o cais, do outro lado da rua, era bem mais baixo e chamam-no de "Jardim do Pecado".

No cais da lagoa havia pedras grandes, retangulares, que eram como bancos. A iluminação era com lâmpadas que lembravam a iluminação antiga com gás. Nos postes havia base cimentada de onde erguia um tubo metálico e a lâmpada em cima.

A lagoa Paulino tinha água cristalina; víamos as piabas em quantidade e lindas e grandes trairas também, peixes que não vivem em águas poluídas como as de hoje. Na seca, quando ficava uma parte sem água, passeávamos lá e víamos nas beiradas os girinos, que eu achava a coisa mais linda do mundo. Eu havia aprendido a respeitar os sapos, as pererecas como animais úteis. Na lagoa tinha também plantas aquáticas parecidas com as violetas, com flores brancas. Já apreciávamos os buritis e sabíamos da sua importância.

Na serra de Santa Helena, papai nos levou de caminhão numa das suas festas anuais, não sei sei bem em que ano. O mês era maio. E também íamos noutras épocas, para fazer piquenique na Cascata

A cidade ainda tem algumas construções antigas e importantes: o Casarão, a Capela de Santa Helena e algumas poucas casas mais. O prédio da Escola estadual Dr. Artur Bernardes também foi construído há
muito tempo e é tão magestoso como era no tempo em que lá estudei . Em minha juventude, cursei a Escola Técnica de Comércio, hoje Escola Estadual Prof. Maurílio de Jesus Peixoto.





                                                             

 Algumas fotos de minha turma do Curso Técnico de Comércio guardo com carinho. Após o término das aulas, saíamos juntos e registramos esses momentos diante de nosso colégio, em frente ä estátua do expedicionário que ficava mais próximo ao Artur Bernardes.





E também diante do gradil do Cine Rivelo, onde nós e todos os jovens da época iamos ver a divulgção dos  filmes que entrariam em cartaz.
Quantas lembranças! São tantas que não consigo descrevê-las todas. A exposião de fotos foi responsável por uma grande explosão de imagens, sentimentos, que me fizeram reviver o passado que não volta mais. Ao mesmo tempo, me fazem sentir muito viva e presente na história da minha cidade.

Roxane Marques Tavares

Memórias de Sete Lagoas - Rosangela Paulino César

Minha infância em Sete Lagoas

Quando me mudei para Sete Lagoas, eu tinha apenas sete anos de idade. Guardo desta época somente lembranças doces. Cada recordação está gravada com carinho na minha vasta e seletiva memória.

Sete Lagoas tinha ruas tranquilas e calçadas com paralelepípedos, um ótimo lugar para a infância de qualquer criança. Como morava perto da estação ferroviária, nós, crianças, quando queríamos saber se o trem estava vindo, púnhamos o ouvido no trilho e escutávamos chiados e pequenos estalidos.

Logo após, constatávamos felizes a nossa escuta.

Nesta época, a cidade contava com três cinemas: o Meridiano, o Trianon , e o mais novo e moderno Cine Rivello.

As matinês aos domingos eram quase obrigatórias depois da missa na Catedral de Santo Antônio.

Quando o leão da Metro abria a boca para urrar e o condor sobrevoava a tela, parecendo que ia pousar na nossa cabeça, era a certeza que íamos assistir a um bom filme.

E, sem dúvida alguma, o filme que mais me emocionou na minha infância foi: “Marcelino Pão e Vinho”. Ainda me lembro como sai emocionada do cinema, seduzida pelos clichês melodramáticos do escritor espanhol e pela interpretação do protagonista. O menininho, Pablito Calvo, que tinha apenas cinco anos quando encarnou o personagem-título, foi premiado em Cannes, no ano do lançamento do filme.

Mesmo hoje, depois de tantos anos distantes de minha infância, é o filme que adoro rever.

A gente cresce, porém as lembranças vivem lado a lado conosco, e o que eu vivi na minha infância é difícil esquecer. Foram muitas brincadeiras, peripécias, mas hoje só restam

recordações daquele tempo que não volta mais. A minha vida era vista com olhos mais poéticos, olhos de criança. Olhos que se divertem e se encantam com as coisas simples!s Olhos que brincam de fazer histórias, de fazer memória.

Para mim, as lembranças são feitas de vida , que preenchem o meu dia a dia até hoje !








ROSÂNGELA PAULINO CÉSAR

Memórias de Sete Lagoas - Jamili

Memórias de Sete Lagoas - Maria Angela de Andrade Campello

    Conheci Sete Lagoas, por volta do ano 1956, bem jovem e muitas coisas, desde aquela época, ficaram gravadas bem nítidas em minha memória.
     Observando a exposição de fotos antigas de Sete Lagoas, o que me chamou atenção, de início,  foram as imagens da Lagoa Paulino e do Grupo Escolar Dr Artur Bernardes.  Esta escola sim, me deixou muitas saudades, principalmente  daquelas horas dançantes que lá aconteciam aos  domingos.
    Recordo também do "footing" na  Av Dr Emílio de Vasconcelos Costa. Eram momentos de pura diversão para os jovens. Muitas pessoas por ali  andavam com o propósito de encontrar o seu príncipe encantado, eu, porém, eu já ia com o meu.
    Recordo também da movimentação do comércio da Rua Monsenhor Messias:  das lojas de Zitinha, Chico Dornas, e da loja de Culego, que era de brinquedos. Para vender mais, ele colocava carrinhos e velocípedes no passeio. Minhas cunhadas eram muito danadas e empurravam os brinquedos para longe.  Culego, então,  saía correndo, xingando e catando um por um dos brinquedos espalhados.
    Lembro-me também de algumas pessoas - tipos populares como: Seu Aprigio, a  Isabel Trovão e outros de que não me recordo os nomes, mas que, com suas particularidades,  divertiam  crianças e  jovens.    
     Na rua Floriano Peixoto, número 37, era onde morava a família do meu marido. Que saudades  daquela  época! Tantas lembranças  que são revividas através de poucas fotos. Sete Lagoas era uma cidade pacata, sem muitas notícias policiais, sem violência, enfim, muito tranquila. Bem ao contrário da época em que estamos vivendo hoje.
     Mesmo assim, amo muito esta cidade como se fosse minha terra natal!

Memórias de Sete lagoas - Ana Lúcia


Lembranças de

minha juventude em Sete Lagoas
Como faço parte do curso de Maturidade Ativa em Sete Lagoas, e sou natural desta linda cidade, fiquei maravilhada e ao mesmo tempo saudosa da minha juventude ao me deparar com uma linda exposição, aqui na Faculdade Cenecista projetada pelo Vereador Dalton Andrade. Essa exposição retrata Sete Lagoas nos áureos tempos de paz e tranquilidade, que ainda existia.

Lembrei-me de quando todas as mocinhas da cidade faziam o Footing, na antiga Av. Pres. Roosevelt, que era o programa dos fins de semana. Os rapazes ficavam parados na beira da calçada, e as moças andavam de braços dados pra lá e pra cá, afim de se entreolharem. Era o famoso flerte. Não se usava ir a barzinhos e baladas. Dançávamos nos Clubes Democrata, Bela Vista e Iporanga, onde havia bailes com ótimas orquestras.

Nesta rua também, meu pai possuia uma Sorveteria (POLAR) que era famosa pelo seu delicioso sorvete com doce de leite. Passava em frente todos os dias com minhas colegas da Escola Primária Sagrado Coração de Jesus, mas raramente entrava, pois nunca gostei muito de sorvete. Minhas colegas diziam que se o pai delas fosse dono de uma sorveteria, elas ficariam lá o dia inteiro. Às vezes, parávamos lá e meu pai distribuía picolé para todas. Naquela época, todo mundo conhecia o Sr. Noé da Sorveteria Polar.

Tínhamos na cidade, dois cinemas: Cine Trianon e Cine Meridiano. Às quartas-feiras, íamos à "Sessão das Moças". Na mesma rua, havia também a Radio Cultura de Sete Lagoas, onde aconteciam programas de auditório, com vários artistas da terra: Nadir Lanza, Manoelita Maria, Wilson Tanure e até Clara Nunes que começou a carreira ainda menina, aqui em Sete Lagoas.

Como eu morava na Boa Vista, sempre no horário de irmos para a escola, meu irmão e eu deparávamos com a composição férrea que ficava fazendo manobras onde tínhamos que atravessar. E como não poderíamos nos atrasar para a aula, nós pulavámos o trem no engate, o que era muito perigoso, pois o trem poderia andar e acontecer o pior. Isso mais nos divertia do que nos preocupava!

Tive uma infância maravilhosa, sempre morando no bairro Boa Vista, onde brincava com a meninada da vizinhança, fazendo encenações de filmes de aventuras que assistíamos nas matinês aos domingos. Fazíamos também peças de teatro, ensaiada pelas moças mais velhas e que apresentávamos num palco improvisado, na casa de uma vizinha.

No mês de maio, havia a famosa festa da Serra de Sta Helena. Lembro que eu não dormia a noite toda, ansiosa para levantar às três horas da manhã, para subirmos a serra a pé, com meus pais, irmãos, tias e primos. Era uma farra! Levávamos o farnel, muita comida, sucos e frutas para fazermos pic-nic na lajinha, um lugar delicioso, cheio de pedras onde corria uma agua fresca debaixo de um bambuzal.

Quando eu era bem pequena, com mais ou menos dois aninhos, minha madrinha, Carmem Dutra, me levava para a casa dela na rua Lassance Cunha, onde hoje é a loja da Oi Telefonia. Passava o dia inteiro lá. Eu era muito paparicada por todas as suas irmãs, e sempre voltava para casa de roupa nova e outros presentinhos.

Bem, vou parar por aqui! Comecei estas reminicências do meu tempo de mocinha e fui diminuindo para a época de criança e depois criancinha.

Como não me lembro dos fatos de quando era bebezinho, estou terminando aqui o relato de algumas fases da minha vida revividas através das fotografias antigas de Sete Lagoas.





Ana Lucia Santos Moura.

Memórias de Sete lagoas - Maria Ângela Ramalho




 SETE  LAGOAS

Sete Lagoas é um município brasileiro do Estado de Minas Gerais. Grande polo industrial, localizado a 70 quilômetros de Belo Horizonte. A cidade possui cerca de 225.000 habitantes e se destaca atualmente pelo emergente desenvolvimento da indústria automobilística.
Predomina no município e região o clima tropical com verões quentes, pouco chuvoso e invernos secos.
A economia do município é diversificada e conta com empresas concentradas na extração de calcário, mármore, ardósia, argila, areia, produção de ferro-gusa e mais recentemente a indústria automotiva.
Sete Lagoas está despontando como um grande polo industrial, aumentando sua importância no processo de desenvolvimento do Estado de Minas Gerais.
Destacam-se em Sete Lagoas as seguintes fábricas: Cedro e Cachoeira Tecidos, Itambé, Bombril, Auto Forjas, Elma Chips, Iveco, Ambeve.
Está sendo construído na Avenida Prefeito Alberto Moura (Perimetral) o Shopping Sete Lagoas, com previsão que seja inaugurado em outubro de 2010.
Sete Lagoas é conhecida também pela indústria do turismo com vários destaques. A Gruta Rei do Mato que possui três salões com estalagmites belíssimas, sendo que duas colunas são raras no mundo.
Conjunto de lagoas, destacando a Lagoa Paulino, localizada no centro da cidade Há ainda:  Lagoa da Boa Vista, Lagoa José Félix, Lagoa do Cercadinho, Lagoa do Matadouro, Lagoa da Catarina e Lagoa da Chácara, dentre várias outras.
-Casarão Centro Cultural Nhô Quim Drumond destinado às manifestações sócio-culturais e à Feira Permanente de Amostras.
-Cat JK - espaço aberto a eventos cívicos e culturais
-Serra de Santa Helena, tendo seu ponto mais alto com 1.076 metros de altitude, de onde se tem uma bela vista panorâmica da cidade.Possui uma rampa para a prática de vôo livre. Em seu topo está a Igrejinha de Santa Helena e o Cruzeiro.Outro atrativo da Serra é o Parque da Cascata com seu pequeno lago e a bonita cascata .
-Museu Ferroviário, que preserva em seu interior várias ferramentas e objetos de época. Na área externa encontram-se em exposição duas pequenas locomotivas e um antigo vagão de passageiros da extinta RFFSA.
Museu Histórico Municipal - centenária casa denominada Fazenda Velha, situada a Praça de Santo Antônio. Foi construída após a Capela de Santo Antônio ser elevada a Matriz.
Em Sete Lagoas o Folclore é muito comemorado. Todos os anos em agosto acontece a semana do Folclore.O evento reune grupos tradicionais como: Congados, Guardas de Congo, Pastorinhas, Folia de Reis, Contadores de Estórias e Danças Folclóricas.
Existe também um artesanato famoso que é da instituição SERPAF.Ele é feito com cipó e foi fundado por Helena Rodrigues Branco que defendia a idéia da intervenção social em famílias de baixa renda.
Como  se pode  verificar pelo relato feito, Sete Lagoas constitui um excelente ambiente para desenvolvimento econômico, social, cultural e de convivência. Sua proximidade com Belo Horizonte a coloca estrategicamente perto do poder e participante ativa das grandes decisões do Estado de Minas Gerais.

Sete Lagoas, 18 de maio de 2010.

Maria Ângela Dias Ramalho

Memórias de Sete lagoas - Maria do Carmo

Memórias de Sete Lagoas

Achei interessantíssimo o trabalho do vereador Dalton Andrade apresentando fotos antigas de Sete Lagoas.  Através dessas fotos e muitas histórias, contadas e depois escritas por colegas setelagoanas da Maturidade Ativa,   pude conhecer várias épocas desta maravilhosa cidade.
Estão de parabéns o vereador Dalton Andrade e a Faculdade  Cenecista pela divulgação de tão belo  trabalho.

Maria do Carmo Dias Guimarães.

Memórias de Sete lagoas - Conceição Maria Venâncio Costa

HISTÓRICO   DE    SETE LAGOAS



Em 3 de abril de 1711, o paulista João Leite Ortiz obteve a *Sesmaria de Sete Lagoas . Depois surgiram novas sesmarias que foram transformadas em fazendas em curto espaço de tempo. Ortiz era um bandeirante que sai de Minas Gerais e dez anos após sua chegada reaparece a ocupação de ouro de Goiás, nos anos 1720. A população de Sete Lagoas liga-se à penetração dos bandeirantes pelo interior do país no final do sec. XVII.

            A chamada fazenda das Sete Lagoas, ficava localizada ao lado da matriz de Santo Antônio, onde funciona o Museu Histórico da cidade. Afirmação esta que ainda está sendo discutida, se a casa foi sede fundadora da fazenda. Os fazendeiros dos arredores fizeram surgir o povoado. A posição estratégica do arraial atraiu visitas e paradas de tropeiros, boiadeiros e carreteiros, na estrada a caminho da Bahia, pelo rio São Francisco, passando pelo distrito de Diamantina.

            “No dia 1º de Janeiro de 1768, foi instalada em Sete Lagoas uma “Casa da Contagem” ou “Casa dos Registros”, um departamento colonial (da coroa Portuguesa) para cobrança dos impostos dos produtos que entrassem pelo arraial, já que a estrada só podia ser usada legalmente após o registro, sendo possível o confisco (apreensão) das mercadorias. A fiscalização se dava para cobrir os extravios de ouro e gado da região. O Registro era protegido por um quartel, e no quartel de Sete Lagoas trabalhou o alferes Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes. durante 2 de maio de 1780 a 5 de maio de 1781. A confirmação fez-se  por um recibo passado por ele aqui, publicado no Anuário de  Minas Gerais.(1907)

·         Sesmaria: Terreno abandonado que era doado; antiga medida agrária.

O primeiro documento relativo a Sete Lagoas mostra que ela pertencia a Pitangui, antes d transferir-se para Santa Luzia. Em 12 de setembro de 1896 foram inauguradas a estação ferroviária e os trilhos em Sete Lagoas, da Estrada de Ferro Central do Brasil. A cidade muda seu eixo de crescimento, em oposição à Várzea, onde a cidade teve seu primeiro núcleo urbano. A Rua Antônio Olinto e São José foram às primeiras ruas da cidade. Nestas ruas concentravam-se o maior número de comércio, armazéns de secos e molhados e também produtos do meio rural.

Outro momento importante ocorreu com a II Guerra Mundial, que impulsionou a exploração das grandes jazidas de cristais, que são encontradas além do Brasil, só na Ucrânia.

Sete Lagoas não parou por aí. Os sonhados moradores foram tornando-se realidade e hoje, com  221.764 habitantes, vemos um progresso assustador. Em 1948 e 1958, chegaram à cidade as indústrias tradicionais: Cedro Cachoeira e Itambé. Em 1960 as primeiras Siderurgias. Em 2000 inaugura-se a fábrica de veículos, a IVECO e por fim, a AMBEV, fábrica de cerveja.

Do alto da Serra de Santa Helena já é possível conhecer um pouco das belezas que a cidade de Sete Lagoas, em Minas Gerais, reserva ao seu turista. Do local além da vista panorâmica das lagoas é possível conhecer a Igreja de Santa Helena, o Cruzeiro e ainda o Parque da Cascata. Como o nome já diz, sete são as principais lagoas desse município que se localiza na região Central, a apenas 70 km da capital. A principal delas fica bem ao centro e se chama Lagoa Paulino. Ali durante o dia, o comércio é ativo e o vento confraterniza com as palmeiras dando uma sensação agradável de frescor. Já à noite são os bares em sua orla que convidam os turistas a uma pousada.

Como referência o turista pode ter a Ilha do Milito, a Praça Wilson Tanure, os colégios Diocesano Dom Silvério e Artur Bernardes e ainda a Casa de Cultura. Há também a Lagoa de Boa Vista, um belo lugar para uma caminhada, lazer e descanso, já que o local conta com um Parque Náutico, um minizoológico e quiosques. A Lagoa Zé Felix tem um diferencial entre as outras, é totalmente cercada por propriedades particulares e clubes de lazer. Outros passeios ainda podem ser realizados nas lagoas Catarina, do Cercadinho, da Chácara e do Matadouro. Entre os demais atrativos de grande relevância em Sete Lagoas, estão o Museu Histórico Municipal e o Museu Ferroviário. Como atrativo natural a sugestão é conhecer a Gruta do Rei do Mato.

             O trabalho e o estudo desta história têm como objetivo  despertar  na população a preservação da memória e da história de uma cidade turística que é linda e muito boa de se viver.

                                       Parabéns Sete Lagoas.









Referências Bibliográficas:

Cartilha de Educação Patrimonial de Sete Lagoas – Conhecer para Preservar

Prefeitura Municipal de Sete Lagoas – Secretaria Municipal de Cultura Comunicação Social de Sete Lagoas

Departamento de História

Fonte: Site da Câmara Municipal de Sete Lagoas

Site: www.setelagoas.mg.gov.br/





Recordar é viver

Vendo as fotos de lugares importantes e histórias de Sete Lagoas, muitas recordações vieram à memória.

A estação ferroviária, me fez recordar os primeiros anos de casada.

Em 1967, me casei e fui morar em Araçaí e o único meio de transporte que a cidade oferecia era o trem da Central do Brasil.

A viagem era divertida por ser novidade para mim, mas as vezes, penosas devido ao horário, pois o trem só passava às 2 horas da manhã.

De muitos momentos alegres a estação foi palco.

É muito bom recordar, tirar de dentro de nós mesmos o que nos marcou.



Conceição Venâncio

Memórias de Sete Lagoas - Maria Lúcia

Minhas Reminiscências



Nasci em Sete Lagoas, a rua Teófilo Otoni, local onde hoje funciona o comércio Minasgás. Ali vivi minha infância e adolescência. Sai quando me casei e passei a residir onde moro atualmente, a R . Cônego Raimundo. Antigamente havia neste local, o sobradinho da Família Drummond, residência dos meus avós paternos.

Estudei noGrupo Escolar "Dr. Artur Bernardes". Ali, apoiada pelas,minhas mestras, descobri a minha inclinação pelas artes, principalmente a música, que herdei dos meus saudosos pais.

Havia dois cinemas em Sete Lagoas: Meridiano e Trianon que ficava na esquina das ruas Dr. Emílio de Vasconcelos Costa com Lassance Cunha. Também já existia a Rádio Cultura. O Cine Meridiano foi palco de grandes eventos culturais. Seria difícil enumerá- los.

Nossa terra tinha vários times de futebol, mas o Bela Vista e o Democrata eram as estrelas principais da cidade. Eram ferrenhos inimigos e quando tinha alguma partida entre eles, a guerra estava declarada.

No carnaval, os blocos representantes dos dois times se esmeravam para agradar ao público setelagoano. Nós aguardávamos ansiosos para admirar a maravilha que ambos nos proporcionavam com a beleza e exuberância dos seus carros alegóricos.

Os desfiles aconteciam na Av. Dr.Emilio de Vasconcelos Costa - reduto da sociedade setelagoana. Lá, os jovens se reuniam nos finais de semana, para passear no famoso "footing", atração principal da época. E as moças, de braços dados, passeavam de lá para cá. Acredito que com o mesmo objetivo: encontrar o seu príncipe encantado.

Na atual praça Francisco Sales, havia um caramanchão com trepadeiras que floriam o ano inteiro. Bancos e jardins espalhavam–se por todos os lados e ali sentados, desfrutávamos do entardecer e das noites setelagoanas.

Do outro lado onde hoje é o C.A.T., havia, não no mesmo nível de hoje, o "Jardim do Pecado". Fato interessante da época: moças de família não podiam frequentá-lo, mas as mais audaciosas ali permaneciam, nos fazendo uma grande inveja!

E finalmente a Lagoa Paulino, "nossa menina dos olhos" que sempre aí está, nos deixando muito orgulhosos. Sete Lagoas é uma cidade progressista, hospitaleira e acolhedora. Aprendi a amá-la intensamente.

Se me permitem, gostaria de citar o nome do meu saudoso pai -Joaquim Dias Drummond - que muito contribuiu para o engrandecimento da nossa terra. Em seu livro "Passado Compassado", vocês poderão conhecer um pouco mais sobre Sete Lagoas.

Termino com alguns versos inspirados em nossa cidade. A letra, cujos autores foram Renê Guimarães e Wilson Tanure é com frequência interpretada por Dinilson Barbosa. Ei –los:

"Sete Lagoas é a rainha do sertão!

Seu nome inspira amor, carinho devoção!

Se algum dia eu tiver que lhe deixar!

Sete Lagoas, não duvide, você vai me ver chorar!"



MARIA LÚCIA DRUMOND PROCÓPIO

Memórias de Sete Lagoas - Tércia "Saudades"

‘’Saudades’’


Oh,que saudades eu tenho
Da aurora da minha vida 
Da minha infância querida
Que os anos não voltam mais

Dalton Andrade foi muito feliz em fazer esta exposição.Me remeteu ao tempo da minha meninice.Quando eu vi o retrato de Sô Aprijo me recordei dos dias que ele passava na rua da minha mãe,em sua carroça cheia de raizes e plantas medicinais(a gente nem sabia).Nós,crianças inocentes,pegávamos carona com ele,até o final da rua.Ele era um homem tosco,do mato,sujo,mas a gente nem importava com isso..

Junto com ele,tinha outros doidos que viviam soltos na cidade,sem nenhum perigo.Chico dança valsa,com seu chicote de couro.cortava lenha nas casas e só recebia moedas,porque nota para ele era papel.Minha mãe ficava juntando pratas para pagá-lo.Mané capa égua (não sei o porque deste apelido) mas a gente chamava ele assim e ele atrás da gente,jogando pedras.Maria Bordada andava toda enfeitada,com muito ruge e batom.A gente gritava (sem maldade) “Maria Bordada”seu filho morreu na guerra.Nâo sei porque,mas a gente tinha que ter pernas pra que te quero,corria muito.

Meu pai não deixava frequentar a Boa Vista.Talvez seja por causa das casas de prostituição que ali havia.Mas a gente burlava esta vigilância e atravessávamos a linha para brincar na casa de Edilene,uma colega que morava do outro lado da lagoa da Boa Vista,que a gente atravessava porque ela estava sempre seca.

O Meridiano era palco de muitas recordações:na semana da criança nós ganhávamos uma maçã e ia assistir uma sessão de cinema.

Quando deparei com o retrato de Juscelino,Wilsom Tanure e outros me emocionei,porque políticos como eles não existem mais.

Da Rádio Cultura (auditório)eu tenho pouca lembrança como eu era muito pequena,minha mãe não deixava eu frequentar.

A Praça de Esportes foi duma época muito importante na minha vida.Eu,jovenzinha,prá lá ia brincar,nadar e fazer amigos.

É impressionante como a fotografia nos traz a memória.

Tércia Andrade Silame

Memórias de Sete Lagoas - Cheine



Evocação

Eu não sou daqui. Minhas reminiscências datam de 1970, quando aqui chegamos com duas filhas bem pequenas. Algumas fotos evocam aquela época.

Saudades? Sim. De quê? Daquela cidade pacata, com poucas ocorrências de destaque nos noticiários policiais. Da ausência de tanta pobreza e desesperança na periferia, frutos do seu crescimento desorganizado. De pessoas que já se foram, autoridades de conduta ilibada. Das manhãs ensolaradas de domingo, já com a família aumentada com mais dois filhos setelagoanos, à beira da Lagoa Paulino, ou no pedalinho, jogando miolo de pão aos inúmeros peixes que lá havia. Dos piqueniques na Serra de Santa Helena e ida à capela, sempre que vinha algum parente nos visitar. Tínhamos orgulho de lhes mostrar a cidade, vista do alto.

Sei que o progresso traz muitas vantagens e não sou avessa a ele, mas sou ou tornei-me, com o passar dos tempos, saudosista. O que fazer?

Termino com o conhecido refrão: "Tempo bom, não volta mais... saudade ..."

Sim, o que fica é a saudade!

Memórias de Sete Lagoas - Mirian


SETE LAGOAS

Sete Lagoas – como é fácil falar do lugar que admiramos e amamos.

Apesar de tão pouco tempo que vivo aqui, já sinto que faço parte de sua história.

Seu povo acolhedor e carinhoso me faz sentir como se fosse filha desse lugar.

E como pouco sei sobre o crescimento de Sete Lagoas, sei apenas que foi rápido demais, estou realmente maravilhada com o desenvolvimento desta cidade.

Diante da exposição de fotos que nos apresenta momentos da história de Sete Lagoas, fiquei feliz de ver a foto do nosso saudoso presidente, Juscelino Kubitschek de Oliveira, homem justo, humano, digno e competente, muito querido por nós brasileiros.

JK - como todos nós o chamamos, deixou–nos grandes obras como: a nossa bela capital Brasília a BR Belém–Brasília, sem deixar de citar o grande progresso de nosso país.

Continuando minhas citações e os conhecimento que adquiri através dessa bela palestra e também dos slides apresentados pelo nosso vereador, Dalton Andrade, me apaixonei mais ainda por Sete Lagoas.

Ao ler o jornalzinho a nós ofertado por Dalton Andrade, percebi que o vereador tem grandes projetos para esta cidade. Tenho certeza disso pela forma e entusiasmo como ele falava. Sei que não vai ficar só em promessas e sim, em realizações idealizadas por ele e pelo seu partido.

Vale a pena investir em uma cidade tão promissora! Vale a pena lutar por uma população maravilhosa como esta! Aqui tem tudo para ser uma cidade modelo, pois além de bem estruturada e traçada, encontra-se em um ponto estratégico de Minas Gerais.

Fico feliz em conhecer um político como o vereador Dalton Andrade que reconhece os valores do povo.

Parabéns, vereador Dalton Andrade !

Parabéns, Sete Lagoas !